O mosquito Aedes aegypti, o conhecido mosquito transmissor da Dengue, Zika vírus e Chikungunya, responsável pela doença em seres humanos, pode também oferecer risco para a saúde dos animais.

Essas doenças citadas, não são transmitidas para os animais, mas o mosquito pode ser transmissor da dirofilariose ou doença do coração.

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Mosquito pode transmitir a dirofilariose ou doença do coração - Foto: pixabay

Em cerca de 10 a 15 dias, depois que o mosquito ingere as larvas, estas se transformam em larvas infectantes. O mosquito pica o cão, fazendo com que um parasita entre na circulação do animal e encaminhe-se para seu coração. A larva se desenvolve no coração, podendo atingir até 20 centímetros.

Os sinais clínicos começam a aparecer meses após o cão ter sido picado. Na fase inicial da doença, o animal demonstra poucos sinais, que vão evoluindo causando tosse crônica, diminuição da intolerância a exercícios, cansaço e perda de peso.

Os sinais mais avançados começam a causar dificuldade respiratória, febre, edema pulmonar, líquido na cavidade abdominal e tromboses em vários órgãos. Na ausência de tratamento, pode levar o cão a morte.

O tratamento normalmente é prolongado e deve ser feito com acompanhamento integral do médico veterinário, pois causa muitos efeitos colaterais.

O mais importante é a prevenção, que pode ser feita com o uso mensal de medicamentos preventivos, principalmente em regiões com muitos casos e em épocas de verão, ou que tenham a proliferação de mosquitos.

E como já sabemos e acompanhamos nas campanhas contra o mosquito da Dengue, o controle do mosquito é de extrema importância. Evite e elimine todos os criadouros com água parada. Fazendo isso está ajudando tantos as pessoas como os animais.

E lembre-se: converse sempre com o médico veterinário sobre as doenças e as melhores formas de proteger o seu cão!

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