Que os cães são nossos melhores amigos e fazem parte da família, já sabemos! E esse laço entre cães e humanos, cada vez mais estreito, tem salvado vidas. E esse é o caso de um rottweiler e uma criança de 6 anos, relatado pelo G1 e que deve ser compartilhado.

Uma mãe de Ibaté (SP) afirma que seu cão de estimação, um rottweiler, a alertou quando o filho de 6 anos começou ter uma convulsão. "Ele salvou a vida do meu filho", disse a técnica de enfermagem e pedagoga Rhozana Diniz Menzani.

Enzo e o rottweiler Quiron são amigos há 4 anos (Foto: Felipe Lazzarotto/ EPTV)
Enzo e o rottweiler Quiron são amigos há 4 anos (Foto: Felipe Lazzarotto/ EPTV)

O menino Enzo tem autismo e sofre de adrenoleucodistrofia, uma doença rara e degenerativa. Mas segundo a mãe ele nunca teve convulsão. Ela dormia quando o filho começou a passar mal. Foi então que o cachorro da família, chamado Quiron, de 5 anos, começou latir desesperadamente e arranhar a janela do quarto onde Rhozana estava.

“Quando Quiron começou agir de forma desesperada, pensei: "será que ele está passando mal?" Porque ele teve dor de ouvido recente, porém já estava bem. Na dúvida, saí correndo do quarto para ver o que estava acontecendo e foi quando vi meu filho tendo uma convulsão. Ele e meu filho estavam fazendo o mesmo barulho, como se estivessem urrando”, contou Rhozana.

Enzo e Quiron

Quando Enzo tinha dois anos, a família comprou o cachorro para proteção da casa. "Precisávamos de um cão grande, foi quando escolhemos comprar o Quiron. Ouvíamos falar que rottweiler era perigoso, tivemos receio, lógico, mas eles tiveram uma interação muito boa e se tornaram amigos bem rápido. Quiron ajudou muito na socialização do Enzo", lembrou a mãe.

Para Rhozana, a sensibilidade de um é a fortaleza do outro. Ela crê que o cachorro pressentiu a situação. “Foi graças ao Quiron que eu consegui socorrer meu filho, até porque eu não esperava que isso fosse acontecer. Se não fosse ele, meu filho não estaria mais aqui. Quiron é um anjo da guarda”, falou emocionada.

Doença

De acordo com o pai e engenheiro civil Nino Menzani a doença evolui naturalmente. "A síndrome destrói a capa da mielina, que faz a ligação entre os neurônios. Então, aos poucos a doença compromete os sentidos e movimentos dele. Agora ele já está sem visão e também já não caminha mais", explicou. Segundo Menzani, a solução que sobra é o afeto, remédio que não perde o efeito nunca.

Fonte: G1

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